O silêncio dentro do galpão não era apenas ausência de som; era uma presença viva, pesada, que parecia se infiltrar nos pulmões e tornar cada respiração mais difícil. A lâmpada solitária pendurada no teto balançava lentamente, lançando sombras distorcidas pelas paredes de madeira envelhecida, como se o próprio lugar testemunhasse aquilo que estava prestes a acontecer. O ar tinha cheiro de ferro, terra úmida e algo mais profundo, algo que lembrava o gosto amargo da traição.
Aurora estava presa n