O silêncio que envolvia as ruínas de Solaria não era vazio.
Era vigília.
Não era ausência de som. Era contenção. Como se as pedras queimadas, as colunas partidas e a própria poeira suspensa no ar estivessem em expectativa, aguardando que eu respirasse mais fundo… ou recuasse.
Eu não recuei.
Havia algo ali.
Algo que me reconhecia.
Não como visitante.
Como retorno.
Senti o olhar do Ancião sobre mim, antigo como as montanhas. Mas meus olhos estavam presos na cidade devastada. As muralhas abertas p