Mundo ficciónIniciar sesiónCinco anos após uma noite que mudou sua vida, Marino Bianchi — um Alfa poderoso e CEO implacável — continua obcecado pela ômega de cabelos vermelhos que desapareceu sem deixar rastros. O que ele não sabe é que Willow Nowak, forçada à prostituição por traições familiares e inimigos antigos, carrega o maior segredo de todos: um filho fruto daquele encontro. Enquanto antigas rivalidades entre as famílias Bianchi e Nowak ressurgem, um noivado arranjado, juras de vingança e um amor que nunca morreu ameaçam incendiar o passado. Entre dor, desejo e destino, duas almas marcadas lutam contra tudo para se reencontrar — ou se destruir para sempre.
Leer másCapítulo 55 POV – Willow O quarto ainda estava silencioso quando acordei. Mas não era mais o mesmo silêncio de antes. Antes, ele era vazio. Frio. Solitário. Agora… era cheio. Quase vivo. Meu olhar foi direto para a poltrona. Felix ainda dormia ali, encolhido, com o casaco apertado contra o peito, como se fosse um escudo. Meu coração apertou — não de dor, mas de algo mais profundo. Amor. Eu nunca achei que teria isso. Nunca assim. Virei o rosto devagar. Marino não estava mais sentado. Por um segundo, o velho medo tentou voltar. Aquela sensação de abandono, de que tudo aquilo tinha sido bom demais pra ser real… Mas então senti. Calor. O braço dele estava ao meu redor. Pesado, firme, presente. Ele estava deitado ao meu lado. Dormindo. Meu coração desacelerou. Fiquei observando o rosto dele em silêncio. As linhas mais duras pareciam suavizadas no descanso. Ele não parecia o Alfa temido ali. Só… um homem. Meu homem. A palavra ainda parecia no
Capítulo 54 POV – Marino Bianchi Felix havia adormecido na poltrona ao lado da cama, abraçado ao próprio casaco, exausto de emoção. A luz do quarto estava baixa. O mundo lá fora parecia distante demais para importar. Restaram apenas os dois. Willow observava Marino em silêncio. Como se ainda estivesse se acostumando à ideia de que ele não era um sonho febril. — Você ficou — ela murmurou. — Eu sempre ficaria. Ela soltou um pequeno riso, mas havia tristeza ali. — Não… você não sabe. — A voz dela ficou mais frágil. — Eu tinha medo que, se você descobrisse tudo… você fosse embora. Marino franziu levemente o cenho. — Descobrisse o quê? Willow respirou fundo. Era o tipo de respiração de quem passou meses ensaiando uma verdade. — Eu sabia que éramos predestinados. Eu senti. Desde o primeiro instante. — Os olhos dela marejaram. — Mas eu também sabia quem eu era. Ele ficou imóvel. Ela continuou, a voz quase quebrando: — Eu era uma prostituta, Marino. Eu vivia de algo que a su
Capítulo 53 POV – Marino Bianchi O hospital cheirava a antisséptico e espera. Marino caminhava pelos corredores com Felix ao lado, a mão pequena firme na sua. Dominik havia ficado para trás — aquele momento não precisava de testemunhas além deles. — Ela vai estar diferente? — Felix perguntou baixo. Marino respirou fundo antes de responder. — Talvez mais cansada. Mas ainda… ela. Felix assentiu, sério como sempre ficava quando algo era importante. A porta do quarto se abriu devagar. E ali estava Willow. Não ligada a tantas máquinas quanto Marino imaginara. Os olhos abertos. Cansados. Mas vivos. Tão vivos que o mundo pareceu se rearranjar ao redor dela. Por um segundo, ela apenas piscou, como se estivesse confirmando se aquilo era real. Então viu Felix. O sorriso veio primeiro nos olhos. Depois nos lábios. Fraco, tremido — mas verdadeiro.
CAPITULO 52 POV – Marino Bianchi As semanas passaram como algo raro demais para quem viveu em guerra: Em silêncio. Felix se adaptou à alcatéia com uma naturalidade que assustava. As outras crianças primeiro observaram de longe — curiosas, desconfiadas do menino que não uivava, que não corria como eles, que não sabia ainda o peso do sangue que carregava. Mas crianças não carregam rancores antigos. Em poucos dias, Felix corria pelo pátio, rindo alto, tropeçando, sendo puxado pela mão por outros pequenos lobos. Aprendeu jogos novos, inventou regras próprias, ganhou um apelido que Marino nunca tinha ouvido antes: — Ei, Fê! — gritavam. Marino observava de longe, quase sempre encostado em alguma árvore, braços cruzados, postura de Alfa… mas o coração longe disso. Ele se permitia algo que nunca teve. Paz. Dominik se aproximou numa dessas tardes. — Ele tá bem — comentou.
Último capítulo