Acordei com o som da chuva batendo na janela. Por um momento, pensei que tudo o que aconteceu na noite passada tinha sido um sonho — o toque das mãos dele, o calor da pele, o som do seu coração misturado à minha respiração. Mas o lençol amarrotado e o perfume dele ainda preso no travesseiro provaram que não era sonho.
Era real. E ele se foi.
O quarto parecia um campo de batalha depois de uma guerra que ninguém venceu. As roupas espalhadas, o colar em volta do meu pescoço, o ar pesado de um “ad