NARRAÇÃO DE PETRINA...
Meu corpo não reagia bem. O coração batia descompassado, apertado, aflito — como se algo dentro de mim já soubesse. Faltava ar.
Miguel havia saído às pressas. Sem despedidas. Sem explicações. Algo grave tinha acontecido.
Saí do banho com a toalha enrolada ao corpo. A cama, ainda desarrumada, guardava vestígios da paixão que havíamos acabado de compartilhar. Mas agora, só o silêncio me fazia companhia.
A bolsa, mais uma vez, havia ficado no carro. Resmunguei baixinho e ves