NARRAÇÃO DE MIGUEL BAZZO...
A luz da manhã filtrava-se pelas frestas da cortina, dourando o quarto com uma claridade suave, quase sagrada. O lençol estava morno sobre minha pele, o cheiro dela ainda impregnado nos travesseiros, em mim, em tudo. Abri os olhos devagar, com o corpo leve, embora exausto — uma exaustão boa. Daquelas que só vêm depois de noites intensas, feitas de amor, suor e redenção.
Petrina dormia ao meu lado, nua, com a perna entrelaçada à minha. O lençol cobria parcialmente seu