NARRAÇÃO DE MIGUEL BAZZO...
Fechei a porta atrás de mim, sentindo o silêncio se adensar ao redor como uma névoa espessa.
Emma estava sentada no canto, os pulsos amarrados, os tornozelos marcados pelas tentativas frustradas de fuga. O ar cheirava a ferro, suor e medo. Mas o que me atingia com mais força era o olhar. Ainda havia fogo ali — um último fiapo miserável de soberba. Tão típico dela.
Aproximei-me devagar, saboreando cada passo, como um predador que já não tem pressa.
— Sozinha, enfim. S