Narrado por Henrique
Ainda sorrindo, me levantei e observei o perfil de Anita, que naquele momento ainda acompanhava a filha com os olhos até ela sumir no pátio da escola. Quando ela se virou e encontrou meu sorriso, baixou o olhar na hora, toda sem graça. Naquela fração de segundo, tive uma vontade louca de beijá-la ali mesmo. Mas lembrei que estávamos na frente de uma escola e segurei a onda.
Entramos no carro e eu a levei de volta ao apartamento. Assim que entramos, eu já sentia o peso da responsabilidade me chamando. Me despedi, mas antes, passei meu número para ela.
— Por favor, Anita, não hesita em me ligar se precisar de qualquer coisa, tá me ouvindo? — falei, segurando o olhar dela para deixar claro que era sério.
— Não vou hesitar. Porque sei que com você, não só eu estou segura, mas minha filha também.
Meu corpo relaxou e um sorriso mais genuíno surgiu quando ouvi isso. A confiança dela era um troféu que eu nem sabia que queria tanto.
— Bom, agora eu realmente preciso ir —