Narrado por Anita
Depois de dizer aquilo tudo para mim e me beijar novamente, ele se virou para organizar a cozinha antes de sair, me deixando estática e confusa, com um turbilhão de pensamentos caóticos. Então, me virei para ele, aliviada por não estar sendo observada naquele momento. Meu rosto estava em chamas e eu precisava de um segundo para me recompor. Ele estava de costas, concentrado na máquina de café, e aquela postura ampla e decidida fez meu estômago embrulhar de uma forma deliciosa e assustadora.
Respirei fundo e soltei a pergunta que queimava minha língua, tentando soar despretensiosa.
—Você sempre fala, e age assim com as mulheres?
Ele nem se virou, e a resposta veio em forma de pergunta totalmente displicente, como se estivéssemos comentando o tempo.
—Assim como?
Pus os cabelos para trás das orelhas, um gesto nervoso que eu sabia ser revelador.
—Assim, hãn... de forma tão sedutora. Às vezes, custa-me a acreditar que realmente tenha essa condição que diz ter.
Ele riu, u