Narrado por Anita
Quando o homem que me salvou e me protegeu saiu fiquei com um sorriso bobo olhando para as suas costas, seguindo o seu caminho até ele entrar no elevador e fechar a porta.
Seus beijos e promessas lindas, deixaram-me num torpor tão gostoso. Que mal conseguia levantar os pés do chão. Fiquei parada ali por um momento, ainda sentindo o calor dos seus lábios nos meus. Sem conseguir conter a felicidade que borbulhava dentro de mim, dei um pulinho no lugar, como uma adolescente. Levei os dedos aos lábios, tocando-os suavemente, como se pudesse conservar o sabor dele ali. Era uma sensação nova, intensa, que me fazia flutuar.
Pus a cabeça de lado e pensei: “Meu Deus! O que é isso que estou sentindo por Henrique? Sinto a minha mente em torpor e as minhas pernas bambas!” Cada beijo dele tinha me deixado mais tonta, mais consciente de cada centímetro do meu corpo. “Não posso negar para mim mesma, também sinto que estou gostando dele, como jamais gostei de alguém, e como é bom b