A lanchonete do hospital era um lugar estranho: cheirava a pão amanhecido, café fraco e ansiedade. Isa empurrou a bandeja sem muita fome, enquanto Rafael observava mais do que comia.
— Você devia pelo menos tentar. — disse, apontando o sanduíche.
Ela deu uma mordida minúscula.
— Satisfeita.
— Isso nem conta.
Isa ergueu o olhar, cansado, mas firme.
— Rafa, quando eu te disse aquilo, não estava esperando resposta. Só não queria guardar mais.
— E eu não queria fugir da resposta. — respondeu honest