Isabella permaneceu ali, com a cabeça apoiada no ombro de Rafael, ouvindo o ronronar dos aparelhos e o respirar pesado do avô. Era estranho como aquele quarto frio parecia mais lar do que a própria fazenda naquele momento. Rafael apertou a mão dela de leve, como quem pergunta sem palavras: você está bem?
Ela respondeu apertando de volta: não, mas estou aqui. Quando Isa finalmente ergueu o rosto, ele enxugou a lágrima que escorria, devagar, com o polegar.
— Você não precisava estar sozinho. — ela murmurou.
— Eu não estava. — olhou para a cama — Ele ficou comigo.
Isa sorriu fraco.
— Até doente ele dá bronca.
Rafael soltou um suspiro quase risonho.
— Ele disse que eu tenho mania de carregar o mundo sozinho.
— E tem. — ela retrucou, mais suave do que crítica.
Rafael hesitou.
— E ele falou que você tenta ser forte até pro vento.
Isa desviou o olhar, como quem foi pega.
— Talvez.
Ele estudou o rosto dela, encarando aquele espaço que tantas vezes parecia intransponível entre eles.
— Isa, a g