A explosão de luz que os arrancou do núcleo não parecia pertencer a nenhum mundo conhecido. Era densa, viva, quase sólida, como se a própria existência estivesse sendo forçada a reconfigurar seus limites. Kael sentiu o impacto primeiro: o ar saiu do corpo, o chão desapareceu, a visão se distorceu em espirais de cores impossíveis.
Ele tentou segurar Elyon, mas seus dedos atravessaram o vazio.
O núcleo os cuspia como quem recusa algo forte demais.
Um último clarão—
E então tudo se fragmentou.
Ka