Início / Lobisomem / LYRIA — A Filha do Destino / CAPÍTULO 54 — O DIA EM QUE O CÉU TREMEU
CAPÍTULO 54 — O DIA EM QUE O CÉU TREMEU

O clarão não apagou o mundo.

Ele devorou o mundo.

A luz que explodiu do choque entre Lyria e Valeth atravessou o céu, rasgou as montanhas, rompeu o solo, puxou tudo para dentro de um ponto central —

como se o universo estivesse tentando voltar para o instante antes do nascimento.

Kael caiu de costas, rolando na neve que desaparecia sob ele.

Elyon foi jogado metros para trás, a pele queimando, o corpo tremendo.

A Filha Perdida ergueu o véu — inútil.

A mãe de Lyria gritou o nome da filha até perder a voz.

E, no epicentro da explosão…

Lyria desapareceu.

Não havia corpo.

Não havia luz.

Não havia sombra.

Havia vontade pairando no ar — mas tão fraca que quase sumia.

Kael foi o primeiro a tentar se levantar.

Ele cambaleou, os olhos ardendo de fumaça e lágrimas, o coração batendo como se tentasse sair do peito.

— LYRIA!

— PRINCESA!

— RESPONDE!

Nada.

Elyon se arrastou pelo chão, com a mão sangrando, tentando enxergar através do clarão residual.

— Lyria…

— Onde você está…?

— Fala comig
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