A névoa voltou naquela noite, mais densa do que nunca.
Melanie já havia aprendido que certos sinais nunca mentem — o arrepio antes do silêncio absoluto, o jeito como os pássaros sumiam do céu e as árvores pareciam encolher. Aquela não era uma névoa comum. Era uma presença.
Desde o encontro com o estranho encapuzado, semanas atrás, sua vida havia mudado. Ela sonhava com florestas que jamais viu, ouvia vozes que falavam em línguas que sua boca não conhecia, mas seu sangue entendia. As palavras vi