O rosto da mulher da cripta perseguia Melanie.
Mesmo desperta, mesmo longe do templo, ela podia vê-la ao fechar os olhos. Sua pele branca como mármore, os olhos de dois tons — espelhos perfeitos dos de Lia e dos seus. Mas o que mais a perturbava não era a semelhança. Era o fato de que, no fundo dos olhos daquela mulher adormecida, havia dor.
Dor e lembrança.
E agora, após despertar por alguns segundos, ela parecia ter deixado uma semente dentro da mente de Melanie.
Uma memória que não era dela.