Mundo de ficçãoIniciar sessãoEm um mundo onde tradição e destino se entrelaçam, Hannah, uma jovem tímida e gentil, vive sob a pesada sombra das expectativas de si própria. Sua loba interior, selvagem e extrovertida, é a única testemunha de sua luta interna. O medo de falhar a assombra, mas tudo muda com a chegada de Dominik, o herdeiro da família alfa. Ele desafia todas as suas noções preconcebidas sobre os alfas, revelando um homem que enxerga além das aparências, que vê a força em seu coração hesitante. Seu amor floresce, mas o medo da rejeição do seu companheiro destinado, a assombra como uma faca afiada. Juntos, eles enfrentam desafios que ameaçam destruir seu vínculo e suas identidades. Romance, mistério e magia se entrelaçam em “O Herdeiro Alfa: Caminhos Predestinados”. Esta é uma jornada de autodescoberta e amor verdadeiro, onde segredos obscuros e ameaças externas testam a força de seu vínculo. A confiança mútua se torna sua arma mais poderosa contra as adversidades. Mas será que o amor deles resistirá às forças que buscam separá-los, selando para sempre seus destinos entrelaçados?
Ler maisHannah Mond.
‘Buscar manter a calma em situações extremas é o melhor exemplo de resolução. Mas agora pensamos; como podemos manter a calma em situações inesperadas? Isso é o que vamos estudar a partir de hoje, dominar o seu interior a ponto de acessar uma calm...’ — Hannah!! Ouvi a voz da minha mãe, após três batidas suaves na porta do meu quarto. Fingi silêncio por alguns segundos, quase nem respirei, para que ela não percebesse que eu estou em casa. — Hannah abre está porta filha, eu sei que você está aí! Bufei frustrada fechando meu livro rapidamente. Deixei ele sobre a cama e me levantei calçando minhas pantufas, caminhei lentamente em direção a porta. — Oi mãe!? Destranquei, apontando apenas minha cabeça para fora, forcei um sorriso fraco, afinal. Eu sabia porque ela estava ali. — Filha tem um guarda da matilha, te esperando na porta! — minha mãe me deu um sorriso caloroso, eu poderia até dizer, que foi de orelha a orelha. — Ele disse que você não consta como presente na festa hoje. — Mãe eu não quero ir. — Respirei fundo, deixando meus ombros caírem, enquanto me encostei na porta. — Eu realmente não quero... — Filha você precisa. — Senti a mão da minha mãe tocando o meu rosto com carinho, enquanto ela entrou, me fazendo dar alguns passos para trás. — Hoje você completa dezoito anos... — ela respirou fundo tentando conter sua emoção. — Hoje você descobrirá quem é o seu companheiro! — Mãe! Eu não quero companheiro. — Minhas palavras pareciam um choque para ela, já que seus olhos se arregalaram, me fazendo suspirar. — Eu estou bem sozinha! — fechei e abri meus olhos com o medo percorrendo o meu corpo como um suave tremor. — Não posso ficar? — implorei — Filha, você sabe que é regra da matilha. — Ela suspirou frustrada, estava claro isso. Qual é a mãe que não quer ver sua filha com o seu companheiro? — Hannah? — Olhei para minha mãe, enquanto ela continuou. — Estes bailes mensais são feitos, para ajudar as fêmeas a encontrarem seus companheiros. Desde quando nascemos nessa matilha, temos nossos nomes na lista. Respirei fundo, enquanto minha mãe acariciou meu rosto novamente. — Agora se apresse. — Sorri amarelo para ela. — Vamos estar torcendo aqui por você. — Seus olhos brilharam. — Quando voltar lhe entregaremos algo. — Mãe. — Beijei sua bochecha. — Sabe que não precisa né! — abracei ela, apertado. Ela saiu enquanto fechei a porta sem coragem de ir. Não quero sofrer nenhuma rejeição, o índice é alto ultimamente, se eu não estiver no mesmo lugar que, será difícil dele me farejar, agora se eu ir lá esfregar meu cheiro no nariz dele. Aí fica difícil de me manter longe. Devagar me aproximei da janela e com apenas um suave puxar na cortina, olhei rapidamente, não tem nem como fugir, aquele guarda é um bom farejador, como eu sei? Ele é colega de trabalho do meu pai. Fechei a cortina, se eu não sair. Ele também não vai embora. — Vamos Hannah vai ser legal — minha loba quase gritou na minha mente, com alegria. — Vamos encontrá-lo, quero brincar com ele, correr... — Oh! Que alegria! — Revirei meus olhos, respondendo ironicamente, minha loba mentalmente. — Você já esqueceu que fomos rejeitadas uma vez? Está desejando a segunda, Ayla? — Aquele idiota nem era nosso companheiro! — Ayla resmungou. — Eu te avisei que ele estava usando você! — Ela grunhiu — Eu sei que o nosso companheiro, está lá nos esperando... Arrepiei ouvindo as palavras da Ayla. Nos esperando? Realmente a rejeição dele não doeu, mas eu fiquei sentida, ele era meu amigo... — Vamos Hannah!! — Ayla quase gritou, me tirando dos meus próprios pensamentos — Não quero demorar muito! Senti como se minha própria loba, estivesse me puxando para fora. É ela realmente quer ir. Mas ainda assim, eu não quero! Só de pensar que ela vai surtar e ficar tagarelando alto na minha cabeça depois, fez minhas forças subirem um pouco, me fazendo pentear meus cabelos. Demora um pouco, eles são longos. Então prendi em um rabo de cavalo. Ajeitei meus óculos em meu rosto, e corri para o banheiro escovar meus dentes novamente. Eu gosto desse aparelho preto. Não sou uma garota padrão, longe disso. — Você é única Hannah! — Ayla resmungou. — Não fique se colocando para baixo. Se você se arrumasse direito ficaria uma gata. — Tá bom. — Ironizei com um sorriso, olhando para o espelho e minha loba reluziu, seu tom azul tão escuro, como o fundo do oceano. — Você sabe né? Que eu. Odeio ser o centro da atenção! Ayla apenas suspirou irritada, enquanto me olhei no espelho rapidamente puxando as mangas da minha blusa de moletom preta. Satisfeita, sorri. É assim que eu gosto, nada de pele amostra. Tudo tampadinho no seu devido lugar, até a legging está no mesmo tom, me arrisco a até colocar a touca da blusa. — Hannah! Pelo amor da nossa ‘mãe’. — Ayla gritou na minha mente. — É por isso e pelas idiotices, daquele panaca. Que a sua autoestima vive lá em baixo. — Ayla grunhiu. — Vamos! Por favor, vamos!! — Está bem! — Falei alto, até mesmo minha loba sabia que eu estava enrolando. — Vamos chegando lá você o vê. Depois voltamos para casa. Não vou esperar ele me... Nos rejeitar. Depois de calçar meus tênis, Ayla simplesmente sentou no fundo da minha mente e aguardou. Eu estava estudando e pronta para dormir, então já havia tomado banho. Apenas ajeitei o necessário e saí do meu quarto. Na verdade, eu sou mais na minha, já tentei fazer maquiagem, mas não deu muito certo. Sempre me dá o sentimento de que tem algo errado no meu rosto, enquanto os outros ficam me olhando. Minha mãe também já me ajudou, ou tentou, mas enfim... Não deu. Adoro estudar, sou completamente apaixonada pelos estudos e sou fã de roupas largas ou moletons. Essa sou eu. Ou um pouco de mim Hannah Mond completo dezoito anos hoje. Mas antes que eu comece a dizer o quanto minha loba é o oposto de mim, minha mãe parou na minha frente segurando meus ombros suavemente, enquanto disse: — Boa sorte meu amor. Que seu companheiro seja sua metade verdadeira! Minha mãe tocou a ponta do seu nariz no meu enquanto fechamos nossos olhos, isso é coisa de mãe e filha, e eu amo isso. E a frase, acho que toda família deseja isso para seus filhos. Mas eu sou realista, este é o dia em que tudo pode dar certo ou errado...Hannah Mond Abri meus olhos respirando fundo, parecia que o ar havia me sufocado por anos.Meus ossos queimavam debaixo da minha pele como se estivessem sobre brasa.Minha cabeça latejava, tive que soltar o ar várias veses, ouvindo um barulho insuportável de bipes seguidos.Olhei para notar aparelhos gritando feito louco e fios ligados a mim.Puxei os jogando ao lado do meu corpo. A agulha queimou saindo da minha pele e o sangue escorreu rápido, vermelho e quente.Eu estava em um hospital, mas porque?Tudo era branco demais, chegava a arder meus olhos, mas tinha aqueles vasos cheios de flores, elas faziam um contraste na minha visão.O cheiro das rosas embrulhava meu estômago.Mas ainda assim eram lindas.Joguei minhas pernas para fora da cama, pronta para descer, foi quando a porta se abriu.Devagar... e ele entrou.Um homem alto.Mas... sua postura parecia demonstrar cansaço, sua barba tomava conta do seu rosto e seus olhos... eles pareciam profundamente tristes.Ele não me parec
Dominik Meisterwölfe— Hannah, meu amor por favor!! — Abracei seu corpo.O corpo que já foi meu.Fechei meus olhos e eu vi o dia em que ela entrou por aquela porta.O salão lotado.Cheio de lobas ansiando pela minha atenção.Mas a única coisa que eu queria, era que ela chegasse logo.Eu senti ela se aproximando, antes mesmo do carro parar.Quando ela olhou para minha mesa.Foi a primeira vez que ela me sentiu antes mesmo de perceber...Meu maldito peito queimava.— Hannah, por favor. Fica comigo! — murmurei abraçando seu corpo sem reação. — Eu não me apaixonei por você apenas pela ligação. Não. — Apertei ela — Eu me apaixonei por você desde quando te vi empenhada em ajudar a todos. Segurando bebês por corredores, entregando alimento para crianças. Se enfiando em perigo por causa de uma cachoeira... Fechei meus olhos.— Eu não te amo por essa maldita ligação, eu te amo por quem você é, então por favor fica comigo...Seu cheiro estava gelado.O calor do seu sangue dimin
Hannah Mond.Não.Não.Não.Ayla?Mãe, nossa mãe! Por favor nos ajude!Eu imploro, salve meu companheiro.Salve ele!Gritei, minhas costelas pareciam estar se partindo.Não sei qual dor foi pior.A primeira transformação ou essa.— Não, filhotes, por favor... — a dor latejou, fiz força para baixo, segurando minha barriga. — Por favor, aguentem mais um pouco... — gemi.Nossos filhotes não poderiam nascer naquele momento, mas eu também não poderia segurar.A dor veio mais forte.E mais.Mais.O suor escorreu pela minha testa.Puxei, rasgando o vestido, e o coloquei desajeitado abaixo de mim.— Dominik, por favor!! — ofeguei.Deitei ao lado dele.Olhei para meu par e ele estava pálido.Quase não respirava.A dor em meu peito aumentou.Não Dominik.Fechei meus olhos.O tremor no meu corpo era intenso demais.Tentei controlar minha respiração, mas falhei miseravelmente.Dominik... ele precisa do salva-lobo.Eu tinha que ajudar.Tinha que fazer alguma coisa para ajudá-lo.A dor queimou.Seg
Dominik Meisterwölfe Eu não estava mais correndo. Estava caçando. Cada passo era guiado por ela. Pelo seu cheiro. Pelo nosso vínculo. Pelo meu desespero. E então... — Dominik, por favor!! Meu corpo inteiro travou, errei os passos, mas continuei firme em seu rastro. Não foi memória. Não foi ilusão. Foi ela. Hannah. Viva. Chamando, mesmo que com sua voz repleta de dor. Drago rugiu de dentro para fora. — Vamos!! — Gritei quase sem fôlego. Por medo de perdê-la. De não chegar a tempo. Ela parecia estar sentindo dor, os batimentos dos nossos filhotes não pareciam mais tão forte quanto antes. Eu avancei. Mais rápido. Mais forte. Sem pensar. Sem parar. Seu cheiro foi ficando mais forte, minhas garras arrancavam pedaços do chão, olhei para trás e eles voavam para longe. Pedra? Sangue? Magia antiga? Errado! Tudo estava errado diante de mim, avistei um corpo deitado no chão perto de algumas pequenas moitas de folhagem. Hannah! Era el
Último capítulo