181. A jornada de Rafael
A sala estava silenciosa. Do lado de fora, a noite já caíra sobre os prédios da cidade, tingindo as janelas de reflexos dourados e sombras difusas. Rafael apoiava o cotovelo no encosto do sofá, enquanto girava lentamente um copo de água nas mãos. Isabela, sentada na poltrona à frente, esperava. Não havia pressa — apenas um silêncio confortável que parecia preparar terreno para algo maior.
— Quando eu estava fora — começou ele, com a voz mais baixa do que o usual —, precisei visitar uma unidad