169. A ausência de Rafael
Na manhã de segunda-feira, a ausência de Rafael era quase física. Seu gabinete, de portas sempre entreabertas, estava fechado e silencioso. A cadeira de couro preta permanecia vazia, e o quadro branco onde ele costumava anotar ideias e provocações estava limpo, como se a pausa temporária tivesse zerado o ritmo do espaço.
Isabela caminhava pelo corredor com sua pasta de couro presa ao braço e o crachá pendendo do pescoço. Na sexta-feira, ele a havia chamado em particular, minutos antes de part