164. Atestado de fadiga.
Isabela despertou com o som do celular vibrando sobre a mesa de cabeceira. O corpo ainda pesava como se estivesse imerso em água. A cabeça latejava, e cada pequeno movimento parecia exigir o dobro de energia. Com esforço, esticou o braço e viu as notificações acumuladas: e-mails, mensagens no grupo da equipe, lembretes da agenda e, no topo, um recado curto da médica que visitara na noite anterior.
“Reposo absoluto. Você está com quadro de exaustão e princípio de infecção viral. Recomendo afastamento imediato por pelo menos cinco dias. Atenciosamente, Dra. Mariana Lima.”
Ela já esperava aquele diagnóstico. Nas últimas semanas, seu corpo vinha dando sinais — dores no estômago, insônia intercalada com fadiga intensa, lapsos de concentração e um cansaço emocional que não desaparecia mesmo nos raros momentos de descanso. Mas, como sempre, insistira em continuar. Havia metas a cumprir, voluntárias a orientar, relatórios a revisar. Agora, seu corpo havia feito o que sua mente não permitira