Mundo ficciónIniciar sesiónGuero Rodriguez é o tipo de homem que todos temem e desejam. Herdeiro de uma das famílias mais poderosas e perigosas do México, ele combina o charme letal de um rosto angelical com a frieza calculada de um integrante do maior cartel do país. Dono de uma rede de hotéis luxuosos e da boate Love Story, seu verdadeiro hobby é o perigo, seja nos negócios ilegais ou nas aventuras com múltiplas mulheres. Monogamia não faz parte do seu vocabulário, e sua vida é regida por duas máximas: diversão e poder. Em uma viagem a Las Vegas, enquanto inspeciona um de seus hotéis, Guero cruza o caminho de Edilena, uma jovem rebelde com alma de pipa avoada. Edilena vive sob o controle sufocante de seus irmãos superprotetores, que decidiram forçá-la a se casar com um homem muito mais velho e desprezível. Decidida a fugir desse destino, ela toma uma decisão impulsiva e radical: casar-se com o primeiro homem que encontrar naquela noite. O que ela não esperava era que esse homem fosse Guero. A atração entre eles é instantânea e avassaladora, mas Edilena logo descobre que, ao unir seu destino ao de Guero, não está apenas se libertando de seus irmãos, mas mergulhando de cabeça no sombrio e perigoso universo da máfia mexicana. Guero, por sua vez, nunca foi homem de se prender a ninguém, muito menos de colocar sua liberdade em risco por amor. Entre jogos de poder, hot intensos e uma paixão explosiva, Guero e Edilena descobrem que suas vidas jamais serão as mesmas. Ele pode ser o pior erro dela, e ela, o maior desafio da vida dele. Mas será que, no meio do caos, eles conseguirão encontrar um caminho juntos?
Leer másEDILENA NARRANDO:
Minha vida nunca foi minha. Desde que me entendo por gente, meu mundo tem paredes invisíveis, feitas de regras ditadas pelos homens da minha família. Meu pai, Semyon, foi o arquiteto dessa prisão. Ele moldou tudo ao redor com suas mãos de ferro e olhos de gelo, até que sua morte cruel abriu caminho para Dmitri assumir o trono que ele tanto almejou. Mas nada mudou. As grades continuaram lá, talvez mais apertadas, talvez mais sufocantes. Minha mãe, Celina, sempre foi uma sombra da mulher que deveria ter sido. Espanhola de alma vibrante, deixou a vida em Las Vegas apagar o brilho dos olhos que, um dia, seduziram meu pai. Quando ele morreu, pensei, por um segundo, que ela pudesse respirar. Mas Dmitri tomou o lugar dele com a mesma frieza e o mesmo poder. Meu irmão mais velho é a própria definição de tirania. Alto, com olhos verdes cortantes e uma barba que nunca é longa o suficiente para esconder o sorriso cruel, Dmitri governa nossa casa como se fosse um rei medieval. Denis, o do meio, é quase uma cópia dele, mas tem uma malícia que o torna ainda mais perigoso. E Igor... Igor é o mais bonito, o mais charmoso. É fácil esquecer que ele é tão cruel quanto os outros dois quando te olha com aquela falsa gentileza. Eu? Sou apenas Edilena. A única filha mulher, a única irmã. A quem cabe o papel de obedecer, sorrir e acatar. Hoje foi mais um dia como todos os outros: um desfile de ordens. Dmitri quis aprovar o vestido que usei para sair, Denis quis saber para onde estava indo, e Igor... bem, Igor apenas me olhou como quem diz que sabe tudo que eu poderia estar escondendo. Quando eu caminhava pelo corredor do hotel que meu pai construiu – e que agora é o império deles –, sentia o peso de cada olhar. Trabalhadores que não me cumprimentavam sem a permissão de Dmitri, seguranças que me seguiam como sombras. Eu nunca estive sozinha, nunca estive livre. A casa que nos mudamos depois que papai faleceu há seis anos, era grande e confortável, como todas as coisas que Dmitri escolhia para demonstrar poder. Localizada em um bairro nobre de Las Vegas, tinha jardins bem cuidados, um hall de entrada de mármore e quartos que mais pareciam suítes de hotel. Cada um tinha seu próprio espaço, e isso, pelo menos, aliviava a tensão. Mesmo assim, as paredes pareciam mais uma fortaleza do que um lar. Minha tia Mercedes e minha prima Marília se mudaram para cá há dois anos, quando a situação financeira delas ficou difícil. Foi a única vez que vi Dmitri fazer algo que pudesse ser chamado de generoso, mas, claro, veio com condições. Elas estavam sob as mesmas regras que nós: horários, comportamentos, tudo monitorado. Dmitri era como um ditador que exercia controle absoluto sobre nossas vidas. Ainda assim, a presença delas tornou tudo um pouco mais suportável. Marília era como um raio de luz em meio à escuridão. Estudava gastronomia, algo que ela amava de verdade. Sempre que tinha uma brecha, invadia a cozinha para testar alguma receita. O cheiro de pão assando ou de um bolo de chocolate fazia com que a casa parecesse menos fria, menos... controlada. Eu, por outro lado, estava no quarto semestre de psicologia. Meu plano era simples: terminar a faculdade, arrumar um emprego, juntar dinheiro e, finalmente, sair daquela prisão. Ser livre. Mas, por enquanto, isso era apenas um sonho. Dmitri controlava tudo. Desde a hora que eu tinha que chegar em casa até o que eu comprava com o dinheiro que ele chamava de "mesada". Como se eu ainda fosse uma criança. Se eu desobedecesse? Ele cortava os meus quinze mil dólares mensais sem piedade. Já aconteceu uma vez, quando voltei para casa dez minutos depois do horário que ele determinou. Dez minutos. Passei um mês inteiro tendo que pedir dinheiro emprestado para minha mãe até que Dmitri resolvesse “me perdoar”. Naquela tarde, depois da aula, cheguei em casa e encontrei Marília na cozinha. Ela estava cortando frutas enquanto uma panela borbulhava no fogão. — O que você está preparando de bom Lia? — perguntei — Lena, que bom que chegou! Estou fazendo sobremesa para o jantar, — ela disse, sorrindo. — Dmitri está com convidados, mas vou aproveitar e fazer algo especial para nós. — Convidados? — perguntei, com a voz carregada de desconfiança. Convidados de Dmitri nunca eram boa notícia. Marília deu de ombros. — Negócios, provavelmente. Ele mandou todo mundo ficar no quarto depois do jantar. — Claro que mandou,— murmurei, sentando-me em uma das banquetas. — Ele acha que estamos aqui para decorar a casa e seguir ordens. Marília riu, mas eu sabia que ela concordava. Apesar de sua natureza otimista, ela também sentia o peso de viver sob as regras dele. — Você já pensou em simplesmente... ir embora? — perguntei. Ela parou de cortar as frutas e me olhou por um momento. — Ir embora? Para onde? E como? Você acha que Dmitri deixaria isso acontecer sem consequências? Eu suspirei. Ela estava certa. Dmitri tinha olhos e ouvidos por toda parte. Mas isso não significava que eu não pensava nisso todos os dias. — Não vou passar minha vida inteira aqui, — falei, com a voz firme. — Eu só preciso de um plano. Marília sorriu de lado. — Se você descobrir como sair, me avisa. Talvez eu vá com você. A porta da cozinha se abriu abruptamente, e Denis entrou, segurando um copo de uísque. Seus olhos verdes nos analisaram por um momento antes de falar. — Vocês duas, parem de cochichar e façam algo útil. Dmitri não gosta de gente desocupada. — Estamos ocupadas,— Marília respondeu com um sorriso doce. — Fazendo sobremesa. Denis estreitou os olhos, mas não respondeu. Ele nunca sabia como lidar com a leveza de Marília. Era como se sua crueldade escorregasse por ela, sem efeito. Quando ele saiu, olhei para minha prima e sorri. — Você é mais corajosa do que eu. — Não é coragem, — ela disse, dando de ombros. — É que não tenho paciência para os joguinhos deles. E você também não deveria ter. Eu queria acreditar nela. Queria acreditar que poderia simplesmente ignorar as regras, os olhares, o controle. Mas, enquanto ainda dependesse da mesada de Dmitri e não tivesse um lugar para onde ir, estava presa. Porém, algo dentro de mim estava mudando. Uma centelha de revolta que crescia cada vez mais. Talvez fosse Marília e sua ousadia discreta. Talvez fosse o fato de que eu estava cansada de viver como uma prisioneira. Uma coisa era certa: eu não ia ficar ali para sempre. E, quando saísse, ia derrubar cada uma das regras que Dmitri tanto amava impor.GUERO NARRANDO:Me aproximei, com a intenção de beijá-la, mas ela desviou o rosto antes que eu pudesse tocá-la. O silêncio entre nós ficou tenso, e eu sorri, encarando-a.— Você está brincando comigo? — Ela perguntou, mordendo o lábio inferior de maneira desafiadora, o sorriso ainda nos lábios. Era impossível não ser cativado por ela.Eu ri baixinho, afastando-me dela. Não era o tipo de homem que implorava por mulheres, nunca fui. Se ela queria me testar, eu também podia jogar o mesmo jogo.— Se quiser casar comigo, gata, vai ter que me conquistar primeiro — disse, virando-me para pegar mais uma dose de uísque. Não estava acostumado a ser desafiado dessa maneira, mas estava achando graça. Ela era diferente, isso eu não podia negar.Ela se aproximou mais um pouco, com os olhos fixos nos meus, e perguntou com um tom insinuante:— E como faço para te conquistar?Aquilo me fez engolir em seco. Ela passou a língua pelos lábios, um gesto que sabia muito bem como afetar qualquer homem. Eu re
GUERO NARRANDO:Fazia tempo que eu não aproveitava uma noite como aquela em Vegas. Meu hotel e cassino era o meu maior orgulho, mas ultimamente eu vinha deixando o trabalho mais pesado nas mãos do meu administrador, enquanto eu me dedicava a cuidar dos negócios mais... delicados, assuntos da família. No entanto, hoje era uma dessas noites raras em que eu decidia misturar prazer e negócios.O camarote era meu santuário. Um espaço exclusivo no andar superior da boate Pallazo, projetado para me manter acima da multidão, mas perto o suficiente para sentir a energia pulsante do lugar. À minha volta, as melhores modelos da cidade se espalhavam pelos sofás, rindo, bebendo e dançando. Alguns colegas de confiança estavam lá também, caras que sabiam quando falar e, mais importante, quando calar.A música vibrava através do piso, e eu já tinha perdido a conta de quantas doses de tequila e uísque haviam passado pela minha garganta. Uma linha de pó branco me encarava da mesa de vidro ao lado, mas
EDILENA NARRANDO:A música vibrava através das paredes do banheiro, abafando qualquer tentativa de silêncio. Marília me ajudava a colocar a camiseta encharcada sob o secador de mãos fixo na parede, mas a verdade era que eu nem ligava mais para o tecido molhado grudado em mim. Minha mente estava fervendo com as palavras daquele estranho.Ele era diferente de tudo o que eu tinha visto até agora: alto, musculoso, com tatuagens que escapavam do colarinho e olhos verdes que pareciam atravessar qualquer defesa. E aquele sotaque... Mexicano, talvez? Sedutor demais para ser ignorado.— O que aquele cara estava te falando? — perguntou Marília, com o tom preocupado de sempre.— Ele quer me pagar uma bebida — respondi, tentando soar casual enquanto secava o a camiseta. — Disse que comprava outra camiseta, queria se desculpar... Enfim, o que você achou dele? Um gato, né?Marília bufou, cruzando os braços. — Sim, um gato. Mas, Lena, você não viu os seguranças ao redor dele? Homens armados. Ele pa
EDILENA NARRANDO:Estávamos na estrada há mais tempo do que eu imaginava, e minha cabeça já girava com tantas variáveis. Quem diria que escolher um marido para um casamento de fachada seria tão complicado? Dmitri sempre tinha uma carta na manga, e qualquer decisão errada seria usada contra mim.— Acho que não vamos encontrar alguém assim na rua, Lia…— Lena, estamos no lugar certo. O que não falta em Vegas são milionários procurando por uma esposa jovem e linda como você... só precisamos procurar no lugar certo — disse Marília, recostando-se no banco e admirando o caos luminoso que nos cercava.— Também preciso pelo menos saber algo sobre a pessoa, afinal vou me casar, e Dmitri pode usar qualquer coisa contra mim — respondi, com os dedos firmes no volante enquanto analisava as ruas apinhadas de gente.— Sim, por exemplo, o nome. É o ideal.— Claro... preciso saber o nome do meu marido... e se já é casado, porque daí não vai servir de nada o meu plano — murmurei, mais para mim mesma do





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