EDILENA NARRANDO:Decidi que, naquela noite, não haveria Dmitri, não haveria escolhas feitas por ele, não haveria ninguém me dizendo o que fazer ou quem eu deveria ser. Pela primeira vez, eu estava no controle, e se isso significava queimar o mundo inteiro ao meu redor, que assim fosse.Quando Guero apareceu, foi como um presente do destino, embrulhado em tequila, ecstasy e adrenalina. Ele era tudo o que eu precisava: impulsivo, insano e suficientemente perdido para acreditar em qualquer história que eu contasse. O tipo de homem que, por uma noite, poderia ser minha chave para a liberdade.Claro, eu sabia o que estava fazendo. Fingir sempre foi meu maior talento. Fingir que engolia os comprimidos enquanto jogava fora disfarçadamente, fingir que sua insanidade me fascinava, fingir que estávamos em sintonia. Quanto mais fora de si ele ficava, mais eu construía a ilusão de que éramos almas gêmeas naquele caos de luzes e música alta.Marília, minha cúmplice, era a única que sabia da verda
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