Mundo de ficçãoIniciar sessãoGUERO NARRANDO:
Me aproximei, com a intenção de beijá-la, mas ela desviou o rosto antes que eu pudesse tocá-la. O silêncio entre nós ficou tenso, e eu sorri, encarando-a. — Você está brincando comigo? — Ela perguntou, mordendo o lábio inferior de maneira desafiadora, o sorriso ainda nos lábios. Era impossível não ser cativado por ela. Eu ri baixinho, afastando-me dela. Não era o tipo de homem que implorava por mulheres, nunca fui. Se ela queria me testar, eu também podia jogar o mesmo jogo. — Se quiser casar comigo, gata, vai ter que me conquistar primeiro — disse, virando-me para pegar mais uma dose de uísque. Não estava acostumado a ser desafiado dessa maneira, mas estava achando graça. Ela era diferente, isso eu não podia negar. Ela se aproximou mais um pouco, com os olhos fixos nos meus, e perguntou com um tom insinuante: — E como faço para te conquistar? Aquilo me fez engolir em seco. Ela passou a língua pelos lábios, um gesto que sabia muito bem como afetar qualquer homem. Eu respirei fundo, tentando manter o controle. Ela estava jogando pesado. — Olha, não está impossível... — disse, já sentindo meu corpo reagir àquela proximidade. Ela estava linda demais, e a tensão entre nós só aumentava. Ela me olhou, e por um momento, parecia que ia dizer algo mais. Eu queria, muito, que ela me desafiasse mais. Aquelas trocas de palavras, aquelas provocações, me faziam querer mais. Ela não era como as outras que se rendiam tão facilmente. Ela estava me testando, e eu, em algum lugar no fundo, gostava disso. Não sabia se ela realmente estava interessada ou apenas brincando, mas uma coisa era certa: eu não sairia dessa sem ela. Não importava o que eu tivesse que fazer para conquistá-la Eu a segurei pela nuca, puxando-a para um beijo. A intensidade foi imediata, nossa língua se encontrou de forma selvagem, como se estivéssemos nos buscando há muito tempo. O toque da boca dela me deixou ainda mais louco. Ela retribuiu, se entregando ao beijo, como se me desafiando a ir mais fundo, a sentir mais. Eu não poderia resistir. Senti uma onda de calor subir por mim, a necessidade de tê-la mais perto, de explorar cada centímetro daquela pele macia. A barba por fazer roçou no pescoço dela, e pude sentir seu arrepio ao toque. Era a sensação mais deliciosa. O cheiro dela, doce e exótico, me envolvia, tornando tudo ainda mais intenso. Eu não conseguia parar de beijá-la, nem mesmo quando desci para beijar o lóbulo de sua orelha, tocando de leve no brinco de argola que ela usava. Mas então, como um choque de realidade, ela disse, com aquele sorriso provocador: — Vamos com calma, Guero... Só vou te beijar mais se casar comigo. Aquelas palavras me atingiram em cheio. Eu ri, um sorriso misto de surpresa e diversão. O que mais ela queria de mim? Uma brincadeira? Ou ela estava realmente levando aquilo a sério? — Já disse que caso, bebê, mas você precisa relaxar um pouco — eu disse, com a voz rouca de desejo, colocando uma bala nos lábios dela. Edilena me olhou com aqueles olhos que, sinceramente, faziam meu coração acelerar, e aceitou. Cada movimento dela parecia ter sido calculado para me deixar fora de controle. Ela me olhou novamente, e eu sabia que a tensão entre nós estava aumentando. Estávamos brincando, mas ao mesmo tempo, eu sentia que queria muito mais. Era um jogo de tensão e prazer, e eu estava completamente imerso nisso. Eu pedi mais uma rodada de tequila. Precisava me acalmar, mas ao mesmo tempo, não conseguia pensar em mais nada além dela. Minha mente estava cheia de imagens dela, de cada toque, de cada sussurro. Eu não sabia se estava preparado para o que ela estava me propondo, mas uma coisa era certa: eu faria o que fosse preciso para tê-la. Mas casamento... Eu precisava pensar um pouco mais sobre isso. Não era tão simples assim, mesmo que ela estivesse apenas brincando. A verdade é que a noite foi tomando um rumo inesperado. Edilena estava cada vez mais solta, mais animada. A cada dose de tequila e bala que ela tomava, parecia que ficava mais distante, mas, ao mesmo tempo, mais perto de mim. Era uma sensação de estar à beira de algo muito bom, mas sempre fora de alcance. Ela dançava como se o mundo fosse dela, e, na minha cabeça, eu só conseguia pensar em como queria tê-la mais perto, mais intensamente. Cada movimento dela, cada olhar, me deixava louco. Eu queria mais. Eu me aproximei dela enquanto ela se movia para a pista de dança, sua prima ao lado. A tensão no ar era palpável, e eu não conseguia resistir. Ela era uma mistura de provocação e liberdade, o que me fazia querer ceder a qualquer impulso. A cada vez que nossos corpos se tocavam, eu a segurava pela nuca, beijando-a com intensidade. Eu queria que ela ficasse ali comigo, mas, ao mesmo tempo, ela se afastava, voltava para a prima e me deixava com aquele gosto de "quero mais" na boca. Filha da mãe. Ela sabia o que estava fazendo. Sabia exatamente como me enlouquecer. Eu peguei a garrafa de tequila, quase vazia, e tomei mais um gole. Era minha bebida favorita, e, se era a última noite em Vegas, eu faria questão de que fosse inesquecível. O ambiente estava carregado, o barulho da música misturado com risadas, e o cheiro da fumaça dos baseados se misturava com a adrenalina. Eu estava cercado pelos meus homens, no meu território. Não havia nada que me derrubasse, mas aquela mulher... Ela me desafiava de uma forma que eu não conseguia entender. Fui mais fundo na onda, perdi a noção de quantas balinhas eu já tinha tomado e até mesmo em quantos doces dropei que estavam espalhados pela mesa. Não importava. Eu estava ali, naquele momento, sentindo a energia da noite como se ela fosse parte de mim. Mas algo não estava certo. Eu tentei de tudo para levar Edilena para o meu quarto, mas ela se esquivava, dançava com a prima, e não parecia querer me deixar levá-la para um lugar mais reservado. Ela estava se divertindo, me fazendo esperar, me mantendo à distância, e tudo o que eu queria era quebrar essa barreira, estar com ela de forma mais íntima. Eu sabia que não podia ser precipitado, que não era assim que as coisas aconteciam com as garotas que eu não estava pagando. Mas porra, o que ela queria de mim? Como fazer ela ceder? A noite estava pegando fogo, e eu estava completamente imerso nela. O barulho da música, as luzes piscando, o cheiro de tequila e fumaça no ar... tudo isso me fazia sentir como se estivesse fora da minha própria pele. Mas no meio de tudo isso, havia algo que me chamava mais forte: Edilena. Eu a puxei para mais perto, abraçando-a de forma possessiva, sentindo o calor do corpo dela contra o meu. Nossos lábios se encontraram de novo, e dessa vez, a química foi mais forte. Eu precisava de mais, o desejo estava fervendo dentro de mim, e não queria parar. As mãos dela estavam em mim também, explorando, tocando, me deixando louco. Eu a beijei o pescoço, sentindo sua pele quente sob meus lábios, a suavidade, o cheiro dela me embriagando. — Vamos conversar um pouco no meu quarto, bebecita... — sussurrei no ouvido dela, sentindo a intensidade do momento, o sangue correndo mais rápido nas minhas veias. Mas ela, do jeito que só ela sabia ser, me olhou com aquele sorriso provocador e respondeu: — Casa comigo, e podemos comemorar no meu quarto... Aquelas palavras saíram da boca dela como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu ri, a voz rouca pela intensidade do momento. — Que loucura, Edilena... — murmurei, sem saber se ela estava brincando ou falando sério. Mas ela insistia com essa história durante a noite inteira, e eu estava ficando cada vez mais confuso e encantado por essa mistura de ousadia e doçura. Eu sabia que não era um golpe. Edilena não era o tipo de mulher que se metia em joguinhos. Ela parecia mais uma daquelas garotas que nunca tinham saído de casa, e de repente estavam descobrindo o mundo pela primeira vez. E eu... bem, eu já tinha vivido o suficiente para saber que tudo o que acontecia em Vegas ficava em Vegas. Era uma cidade de oportunidades e loucuras, onde as regras pareciam desaparecer. Por um momento, a ideia de casar em Vegas parecia... engraçada. Eu estava tão bêbado que a proposta me pareceu quase racional. Afinal, já fiz tantas coisas loucas na minha vida — saltei de paraquedas, subi penhascos de gelo, enfrentei tempestades de neve... E, se fosse preciso, até já tirei vidas, fiz negócios sujos, entreguei grandes carregamentos de drogas pelos Estados Unidos. A adrenalina sempre foi o combustível da minha vida, e eu estava acostumado a tomar decisões impulsivas. O casamento em Vegas não parecia diferente, um delírio momentâneo. Eu sabia que, no dia seguinte, poderia simplesmente pedir a anulação, expulsar a garota do meu caminho e seguir com minha vida. Mas, naquela noite, nada parecia importar. Eu estava no auge da diversão e do risco, e aquela ideia de casar, de fazer algo insano, de viver a noite como se não houvesse amanhã, me parecia perfeitamente adequado. — Por que não? — pensei em voz alta, mais para mim mesmo. — Vamos fazer isso, Edilena. Vamos viver a loucura de Vegas. E, naquela hora, achei que seria divertido. Porque, no fundo, eu sabia que a manhã seguinte traria tudo de volta à normalidade. Afinal, o que acontecia em Vegas, ficava em Vegas.






