O relógio digital do meu escritório marcava 19h14 quando a porta se abriu sem aviso. Só uma pessoa fazia isso e saía impune.
— Ainda trabalhando? — a voz grave de Dante preencheu o espaço, como se fosse parte do ar que eu respirava.
Levantei os olhos. Ele estava encostado no batente da porta, o terno impecável contrastando com o cansaço visível nos traços do rosto. Mas o olhar... o olhar estava mais afiado que de costume.
— O que você acha? — perguntei, inclinando-me para assinar o último docum