Eleonora D’Ambrosio
A noite havia caído sobre a mansão como um manto pesado, abafando até mesmo o som distante do tráfego. Eu estava sentada na poltrona de couro, próxima à janela alta da biblioteca, observando as luzes da cidade ao longe. Elas cintilavam, pequenas e distantes, como se me lembrassem de quantas batalhas eu já havia travado para manter minha própria luz acesa.
Ao lado, uma xícara de chá já fria descansava sobre a mesa de mármore. Eu não havia dado sequer um gole. Não que fosse no