Sentada à mesa longa de mogno escuro, observei cada rosto ao meu redor com a precisão de quem aprendeu a ler intenções antes mesmo das palavras serem ditas. O salão de reuniões do Grupo D’Ambrosio, outrora meu campo de guerra, hoje se tornava meu palco. Mas eu não estava ali para atuar. Estava ali para reivindicar o que era meu não por direito herdado, mas por mérito, sangue e sobrevivência.
O ar estava carregado, como antes de uma tempestade. Era possível sentir os olhares dançando entre mim e