— E você, Bea... como se sente com tudo isso? — perguntou Lívia, baixando a taça pela metade e me olhando com aquela sinceridade sem floreios que só ela sabia ter.
Fiquei em silêncio por alguns segundos. O tipo de pergunta que atravessa o peito como uma lança não se responde com pressa. Respirei fundo, os olhos perdidos no teto do quarto, sentindo o peso daquela verdade silenciosa que ainda não tinha verbalizado nem para mim mesma.
— Eu... — comecei, ajeitando o corpo no travesseiro — não gosta