O silêncio na mansão Valla nunca fora tão ensurdecedor. Para Arthur, o silêncio sempre fora um aliado, uma ferramenta de trabalho que lhe permitia pensar, calcular e vencer. Mas agora, o silêncio tinha garras. Ele arranhava as paredes de seda, ecoava nos corredores vazios e parecia zombar dele a cada batida do relógio de pêndulo na biblioteca.
Arthur estava sentado em sua poltrona, a mesma onde, noites atrás, ele vira Lara sob a luz da lareira. Na palma de sua mão, o anel de safira parecia e