O som do armário se fechando ecoou no silêncio como um selo sobre um segredo antigo.
Rafael mantinha a chave entre os dedos como se segurasse um pedaço da própria história.
Ana, ao seu lado, sentia a garganta seca, a respiração presa.
Os olhos de ambos estavam cravados naquela pequena fita cassete, naquele objeto frágil, mas carregado de uma possível verdade devastadora.
— Preciso de um gravador. Rafael murmurou, quase para si mesmo, os olhos ainda fixos na fita como se temesse que ela