O Grito da Terra
Rafael parou diante do antigo sobrado, o olhar perdido entre as rachaduras das paredes e os cipós que escorriam como veias vivas pelas janelas abandonadas.
A estrutura parecia respirar, como se guardasse dentro de si um lamento antigo, um choro abafado por décadas de esquecimento.
Ele sentiu um frio subir pela espinha, e não era apenas o vento úmido que soprava do leste.
Era algo mais profundo.
Uma presença.
Um chamado.
As folhas secas estalavam sob os passos de Ana