Ecos Subterrâneo
Naquela madrugada, a chuva caiu sem tréguas sobre Vale das Rosas, como se o céu quisesse lavar a poeira dos segredos antigos.
Ana Luísa despertou com o som rítmico das gotas no telhado da casa e o eco distante de um trovão que estremecia as paredes grossas do casarão.
Sentou-se na cama com um sobressalto, como se algo a tivesse chamado.
Havia um peso no ar. Uma urgência invisível.
Vestiu um casaco grosso sobre a camisola, calçou botas e desceu com uma lanterna em mão