12. entre sangue e esperança
Emilly
Abri os olhos devagar, tudo parecia girar ao meu redor enquanto eu encarava o teto. A parte de trás da minha cabeça latejava e eu ouvia a voz da minha mãe em algum lugar. Virei a cabeça devagar, vendo alguns cacos de um vaso de cerâmica que minha mãe tinha em um aparador ali.
Foi isso que ela usou para me bater?
— Você demorou, devia ter vindo mais depressa — ela reclamou — venha, ela está aqui.
— Eu vim o mais rápido que pude — uma voz masculina respondeu.
Eu voltei a fechar os olhos, fingindo ainda estar desacordada enquanto pensava como eu poderia sair dali.
Senti a presença dos dois ao meu lado, e procurei não me mover nem um milímetro sequer.
— Ela está viva? — o homem perguntou.
— Eu não bati tão forte, ela gosta de um drama — minha mãe desdenhou — e então, está interessado?
Interessado? O que ela pretende?
O terror crescia em mim, e soltei um pequeno suspiro aliviado quando os dois se afastaram, indo para a cozinha.
— Você tem certeza disso? É da sua filha que estamos