O bar estava quase vazio, envolto numa penumbra confortável, com um jazz suave ao fundo. Eros já estava na terceira dose de uísque. O copo pesado em sua mão, os olhos fixos no nada.
— Nunca pensei que fosse me apaixonar por alguém como ela… — murmurou ao barman, um senhor de meia-idade que só assentia, limpando copos com paciência.
— Ela quem? — perguntou o homem, num tom neutro.
— Harper. Uma mulher que nem parece real. Me tirou do eixo… e agora desapareceu como se nunca tivesse existido.