Semanas se passaram.
Todas as manhãs, sem falhar, Eros aparecia na porta da alfaiataria. Num dia com um ramo de flores do campo, noutro com um saco de café moído na hora, e noutro com um novo conjunto de linhas e agulhas finas que ela sempre quis.
Ajudava a abrir a loja.
Varria a calçada, limpava as vitrines, atendia clientes como se fosse o estagiário mais empenhado do mundo.
À noite, ia com ela para casa. Cozinhava, lavava louça, consertava coisas quebradas.
Nunca forçava conver