ARTHUR VASCONCELOS
Subi as escadas. Percebendo que o silêncio na ala leste da casa era absoluto. Ela poderia estar em qualquer um dos cinco quartos de hóspedes. Comecei pelo primeiro, a porta estava ligeiramente entreaberta.
Parei no limiar, com a mão no batente. Ela estava no meio do quarto, de costas para mim, de frente para a enorme janela de vidro que ia do chão ao teto e exibia a vastidão do jardim. Ela não estava chorando, nem triste. Estava com fones de ouvido, o fio branco desaparece