O silêncio na sala de reuniões da Vasconcelos Corp. era quase absoluto, quebrado apenas pelo leve zumbido do ar-condicionado. Já passava das oito da noite, e o prédio estava praticamente vazio. Ali dentro, o ar parecia mais denso, como se pressentisse que algo perigoso estava prestes a ser revelado.
Henrique estava de pé, encostado à janela de vidro escurecido, com os braços cruzados e o semblante carregado. Quando Eduardo entrou, o amigo não perdeu tempo.
— Foi arriscado demais permitir que a