A mansão estava mergulhada no mesmo silêncio que envolvia Helena desde o evento beneficente. O som dos próprios passos nos corredores ecoava como um lembrete incômodo de que Eduardo havia a deixado sozinha, mais uma vez.
Helena subiu direto para o quarto, fechando a porta sem fazer alarde. Queria distância. Queria entender por que, mesmo fingindo não se importar, aquilo tinha doído tanto. Do lado de fora, Eduardo passou pela porta entreaberta, hesitando por um instante. Mas não entrou. Não er