O caminho até o prédio de Clara foi preenchido por conversas descontraídas, risadas e olhares que diziam mais do que qualquer palavra. A tensão entre eles era evidente, mas agora parecia mais confortável, como se ambos estivessem testando os próprios limites naquele jogo de provocações e descobertas.
Ao estacionar, Henrique girou levemente o rosto na direção dela, apoiando o braço no volante.
— Então… é aqui que você me dispensa? — perguntou, com um sorriso enviesado.
Clara cruzou as pernas, jogando os cabelos para o lado, consciente do efeito que aquele gesto causava.
— Talvez — respondeu, divertida. — Ou talvez eu só esteja te deixando curioso o suficiente pra querer mais.
Ele segurou o queixo, passando o polegar pelo lábio inferior dela, de forma lenta, quase ensaiada.
— Você já conseguiu isso, Clara.
O silêncio que se seguiu não foi desconfortável. Foi denso, carregado, cheio de uma expectativa que crescia a cada segundo. Ele se inclinou, os rostos tão próximos que bastaria um lev