Gael Lubianco
Assim que a porta do escritório se fechou atrás de mim e de Paulina, ficou claro que nada de bom sairia dali. O olhar dela denunciava intenções que iam muito além de qualquer conversa. Uma vida inteira de convivência já tinha me ensinado cada truque, cada sorriso ensaiado, cada gesto calculado para desestabilizar.
Encostei-me na mesa, buscando calma, enquanto ela rondava o espaço como uma felina prestes a atacar.
— Então é isso? — começou, voz doce, mas envenenada. — Virou o grand