Se existia uma coisa que Charlotte definitivamente não sabia fazer era receber poucas pessoas.
Assim que entramos na casa, tive a confirmação imediata de que o “jantar simples” era apenas uma figura de linguagem otimista. A sala estava cheia, não lotada de forma sufocante, mas viva, pulsando com conversas paralelas, risadas soltas e aquele clima típico de reunião familiar que misturava afeto, curiosidade e um leve cheiro de disputa silenciosa.
Charlotte parecia flutuar pelo ambiente. Elegante demais para um jantar em casa, satisfeita demais para disfarçar o orgulho. Assim que me viu atravessar a sala ao lado de Gael, seus olhos brilharam.
— Finalmente posso mostrar você ao mundo — anunciou, segurando meu braço com carinho. — Venham cá, meninas!
Antes que pudesse protestar, já estava cercada por um pequeno grupo de mulheres, todas bem arrumadas, curiosas e claramente íntimas de Charlotte.
— Essa é a Leandra — disse ela, com um sorriso quase triunfante. — Minha nora. A mulher que conseg