O silêncio entre nós não era confortável.
Era denso.
Carregado de algo que ainda não tinha nome.
Arthur não se afastou.
E eu também não.
O espaço entre nossos corpos era mínimo agora, pequeno o suficiente para que eu percebesse a respiração dele mudar, quase imperceptível, mas não o bastante para passar despercebida.
Perigoso.
Muito.
— Você gosta disso, não gosta? — ele disse, baixo.
Inclinei levemente a cabeça.
— Do quê?
— Do controle.
Um sorriso discreto tocou meus lábios.
— Eu gosto de saber