Capítulo 6

Eu não bati na porta.

Empurrei.

E entrei.

A sala estava cheia.

Homens de terno escuro, expressões calculadas, olhares que avaliavam tudo como se estivessem constantemente precificando pessoas. Uma mesa longa ocupava o centro, e na cabeceira, de pé, estava Arthur.

Mas não era ele que me chamou atenção primeiro.

Era o silêncio.

A conversa morreu no exato segundo em que eu cruzei a porta.

Todos os olhares vieram para mim.

E nenhum deles era amigável.

Perfeito.

Era exatamente o tipo de ambiente que
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