Eu não bati na porta.
Empurrei.
E entrei.
A sala estava cheia.
Homens de terno escuro, expressões calculadas, olhares que avaliavam tudo como se estivessem constantemente precificando pessoas. Uma mesa longa ocupava o centro, e na cabeceira, de pé, estava Arthur.
Mas não era ele que me chamou atenção primeiro.
Era o silêncio.
A conversa morreu no exato segundo em que eu cruzei a porta.
Todos os olhares vieram para mim.
E nenhum deles era amigável.
Perfeito.
Era exatamente o tipo de ambiente que