A manchete ainda estava aberta na tela.
Brilhando.
Provocando.
Calculada.
Eu li de novo.
Não porque precisava.
Mas porque queria entender a intenção por trás das palavras.
“Possível envolvimento direto da nova esposa do CEO…”
Não era acusação.
Era insinuação.
E isso era pior.
— Eles não têm prova — Arthur disse.
— Não precisam.
— Precisam.
— Para condenar, sim.
Inclinei levemente a cabeça.
— Para destruir, não.
Silêncio.
Curto.
Mas pesado.
Arthur afastou o celular.
Andou até a janela.
Respirou