A sala estava cheia antes mesmo de começarmos.
Não por acaso.
Por interesse.
Por tensão.
Por medo.
Eu senti no momento em que entrei ao lado de Arthur — não era mais uma reunião de alinhamento.
Era um julgamento.
E eu era o centro.
Perfeito.
Era exatamente onde eu queria estar.
Arthur não desacelerou.
Nem eu.
Entramos.
Silêncio imediato.
Olhares.
Muitos.
Alguns diretos.
Outros disfarçados.
Mas todos… calculando.
Sentei.
Sem pedir.
Sem hesitar.
Sem explicar.
Arthur ao meu lado.
Firme.
Presente.