Eu não fui para o meu quarto.
Nem ele.
Ficamos na sala por alguns segundos depois do beijo, como se o espaço ao redor tivesse mudado de forma — menor, mais quente, mais perigoso.
E então, como se alguém tivesse lembrado da realidade por nós, Arthur se afastou.
De verdade, dessa vez.
Passou a mão pelo cabelo, respirou fundo e virou o rosto para a janela.
Controle.
Ele estava tentando recuperar.
Eu também.
— Isso não pode acontecer de novo — ele disse.
A frase veio firme.
Mas não convincente.
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