Eu acordei antes do despertador.
De novo.
Mas dessa vez não foi o contrato que me tirou o sono.
Foi a lembrança.
O toque.
O olhar.
A forma como Arthur tinha se afastado como se estivesse puxando um freio que não queria usar.
Abri os olhos devagar.
O quarto ainda estava silencioso, perfeitamente organizado, impessoal demais para alguém que tinha acabado de se tornar minha casa.
Minha casa.
A palavra ainda não encaixava.
Levantei sem pressa.
Rotina.
Controle.
Era assim que eu voltava para o eixo.