Eu deveria ter ido trabalhar.
Era o que qualquer versão sensata de mim faria depois do que aconteceu na cozinha.
Mas eu não fui.
Fiquei.
E isso já dizia muito mais do que eu gostaria de admitir.
Arthur também não saiu imediatamente.
O que era ainda mais revelador.
Ele estava no escritório da casa — uma extensão silenciosa, elegante e perfeitamente organizada da mente dele. Porta entreaberta. Luz fria. Tudo no lugar.
Exceto nós.
Parei no corredor por um segundo.
Respirei fundo.
Controle.
Eu prec