Augusto Vilar
As luzes de serviço da boate, brancas e impiedosas, cortaram a penumbra mística que costumava esconder os pecados e segredos da noite paulistana. O show havia acabado. O silêncio que se seguia era pesado, preenchido apenas pelo som das vassouras raspando o chão e o tilintar de garrafas vazias sendo recolhidas. Para a maioria, era o fim de mais uma jornada. Para mim, era o rescaldo de uma guerra.
Eu estava parado ao lado do balcão principal, observando o movimento mecânico dos fun