Sabrina Duran
O silêncio do meu apartamento nunca me pareceu tão ruidoso. As paredes que eu pintei para serem o meu escudo, os móveis que comprei para provar a mim mesma que eu não precisava de ninguém, tudo parecia estar a me observar com uma pena silenciosa. O trauma tem esta capacidade irritante de nos fazer sentir estrangeiras na nossa própria casa.
O Augusto não me deixou ficar sozinha. Ele não sugeriu, não pediu autorização; ele simplesmente assumiu que o seu lugar naquela noite era ao m