O silêncio que pairava na sala depois do desabafo de Elize era denso, mas não desconfortável.
Era o tipo de silêncio que acolhe, não que oprime.
Ela estava abraçada a Henrique, com o rosto encostado no peito dele, sentindo o coração dele bater firme, constante, como se dissesse que ela estava segura.
Pela primeira vez em anos, ela não precisava ser forte. Não precisava correr. Apenas... existir.
Henrique não disse nada logo de cara. Não tentou quebrar o clima com uma piada nem buscou palavras